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Homem é condenado a 40 anos por estupro e homicídio de Andréia Dutra



Jonatan Ferreira Conde, conhecido como “Pirata”, foi condenado a 40 anos de prisão em regime fechado pelo Tribunal do Júri de Assis, nesta quarta-feira (10), pelo estupro e assassinato de Andréia Aparecida Dutra, de 41 anos. O crime ocorreu na madrugada de 24 de dezembro de 2023, no bairro Assis III.

O julgamento, presidido pelo juiz Bruno César Giovanini Garcia, começou pela manhã e se estendeu até por volta das 21h30, com poucas pessoas presentes no plenário.

De acordo com a denúncia, Jonatan atacou Andréia em uma área de mata próxima a um córrego, retirou suas roupas à força, praticou violência sexual e, em seguida, a matou por asfixia e espancamento.

O corpo da vítima foi encontrado horas depois, por volta das 15h, por um morador que levava seu cavalo para beber água. No local, a equipe do portal Abordagem Notícias registrou relatos de vizinhos que ouviram gritos e constatou o corpo de Andréia dentro do córrego.

As investigações apontaram violência extrema: Andréia apresentava politraumatismos, sinais de afogamento e lesões decorrentes da agressão sexual. O Ministério Público classificou o crime como motivado por torpeza, cometido com crueldade e desprezo à condição feminina.

Jonatan foi preso em 27 de dezembro de 2023, sendo encontrado com um tênis da vítima e seu celular próximo ao local do crime. Em fevereiro de 2024, ele escapou da Cadeia Pública de Presidente Venceslau usando uma “teresa” (corda feita de lençóis), mas foi recapturado no mesmo dia pela Força Tática em Presidente Epitácio, dormindo em um bar desativado.

Durante o júri, o promotor Fernando Fernandes Fraga enfatizou a gravidade do caso e solicitou a pena máxima. A defesa, representada pelo advogado Sérgio Afonso Mendes, alegou que houve relação consentida, mas o laudo pericial confirmou lesões nas partes íntimas de Andréia, comprovando o estupro. Testemunhas também relataram a agressividade do réu quando sob efeito de drogas.

O Conselho de Sentença acatou todas as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público, resultando na condenação por homicídio e estupro qualificado.

A família da vítima afirmou que aguardava a sentença como uma forma de justiça diante da brutalidade do crime. Para eles, a decisão é um passo importante para impedir novas agressões contra mulheres e reforçar a segurança na cidade de Assis.


Com informaçoes: Abordagem

 
 
 

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