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Após morte de Samuel, família divulga nota, pede justiça e nega acusações contra esposa


A família de Samuel da Silva tornou pública, nesta quarta-feira (25), uma nota de repúdio após a morte dele, registrada na noite de terça-feira (24), no bairro Parque Colinas, em Assis. O posicionamento foi encaminhado à imprensa com o objetivo de esclarecer informações e pedir respeito diante da repercussão do caso.

No documento, os familiares manifestam indignação com a violência sofrida por Samuel e cobram que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados. Eles afirmam que nenhuma circunstância justificaria a agressão que resultou na morte.

A nota também rebate as acusações direcionadas à esposa da vítima, Adriana da Silva. Segundo a família, é falsa qualquer alegação de que tenha havido negativa de socorro. Eles esclarecem que, no momento dos fatos, Adriana não estava presente e não tinha conhecimento do ocorrido, pois estava trabalhando — situação que, conforme ressaltam, pode ser comprovada.

Os familiares destacam ainda que Samuel enfrentava dependência alcoólica há anos e que diversas tentativas de tratamento e internação foram realizadas com o apoio da esposa, da mãe e da irmã. Para a família, essa informação é importante para contextualizar a situação, mas não diminui a gravidade da violência sofrida.

Outro ponto citado na nota é a divulgação de imagens da vítima em situação de vulnerabilidade. A família considera que a exposição agravou o sofrimento e feriu a dignidade de Samuel.

No texto, os parentes alertam que a propagação de acusações falsas, comentários ofensivos e ameaças nas redes sociais pode gerar responsabilização judicial. Eles afirmam que medidas legais poderão ser adotadas contra quem insistir na disseminação de inverdades.

Por fim, a família declara confiar no trabalho das autoridades e pede empatia da população neste momento de luto, reforçando que deseja que a memória de Samuel não seja reduzida ao episódio trágico de sua morte.


NOTA DE REPÚDIO

A família de Samuel da Silva vem a público manifestar seu mais profundo repúdio diante da violência brutal que resultou em sua morte.

Samuel foi agredido de forma desumana após ser acusado de furtar um produto de baixo valor. Nada, absolutamente nada justifica que uma vida seja interrompida dessa maneira. A violência praticada extrapolou qualquer limite de humanidade, legalidade e razoabilidade.

Além da agressão física que o levou à morte, causa ainda mais indignação a exposição pública de sua imagem em um momento de extrema vulnerabilidade, sendo humilhado e exibido em vídeo enquanto estava gravemente ferido. Tal atitude fere a dignidade humana e ampliou de forma irreparável o sofrimento de seus familiares.

É importante esclarecer que Samuel era dependente alcoólico e enfrentava uma luta difícil há anos. Ele não estava sozinho. Houve inúmeras tentativas de internação e busca por tratamento realizadas por sua esposa, Adriana da Silva, por sua mãe, Maria Lúcia da Silva, e por sua irmã, Aniele Silva Elias, que jamais mediram esforços para ajudá-lo em sua recuperação.

Repudiamos com veemência as ameaças, ataques e acusações infundadas direcionadas à esposa de Samuel, Adriana da Silva. É absolutamente falso que tenha havido qualquer negativa de socorro. No momento dos fatos, ela não estava presente e sequer tinha conhecimento do ocorrido, pois encontrava-se trabalhando (fato que pode ser devidamente comprovado).

Informamos ainda que a propagação de acusações falsas, bem como comentários ofensivos e difamatórios nas redes sociais, podem gerar responsabilização judicial. Registros e manifestações realizadas na internet também constituem prova. A família adotará as medidas legais cabíveis contra aqueles que insistirem em disseminar inverdades.

A disseminação de mentiras e a prática de ameaças apenas aumentam o sofrimento de uma família que já está devastada. Pedimos responsabilidade, empatia e respeito neste momento de luto.

A família confia que as autoridades competentes conduzirão as investigações com seriedade e rigor, para que os responsáveis respondam na forma da lei.

Que a memória de Samuel da Silva não seja reduzida ao episódio trágico de sua morte, mas que sirva como reflexão sobre os limites da violência e sobre o valor inegociável da vida.


25/02/2026


 
 
 

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